Lisboa, 10 de agosto de 2018
A Sua Santidade, aos eminentíssimos cardeais, excelentíssimos bispos, reverendíssimos padres sinodais e aos amados leigos, protagonistas deste nosso sínodo.
Minhas disposiçoes para este sínodo sao as de que nossa igreja deve abrir se para o leigo, nao falo de maneira populista, mas de maneira que o clero de se a serviço do leigo, atendendo confissoes, realizando batismos, crismas, casamentos, unçoes dos enfermos, velórios e enterros. Esta participaçao ativa na vida do cristao que constroem a identidade nao só do clerigo, mas de todo cristao; ter um padre em todos os momentos imporantes da vida, mas também nos momentos mais corriqueiros. Por que nao podemos ver clérigos em festas compartilhando a alegria como família? A resposta é um tanto clara, nao se trata de alguma proibiçao, mas sim de que vivemos fechados! Vivemos fechados em nossas igrejas, trancafiados brincando de se paramentar. Falo com minha pouca experiencia, é ultrajante ver as missas se tratando de um diálogo entre 3 ou mais clérigos sozinhos, tanto que podemos comparar o tamanho do presbitério com o demais da nave, vemos que o presbitério é maior porque o povo nao tem presença nem participaçao.
Pensemos, nao se trata de jogar a culpa em alguém, clero ou laicato, acontece que enquanto cristaos vivemos inertes ao chamado feito por Nosso Senhor, "Ide e fazei discipulos entre todas as naçoes" em Mateus, 28-19.
Por fim, acredito que devemos repensar nossa missao como pescadores de homens e fazer como diz o lema da Companhia de Jesus: Ad maiorem Dei gloriam inque hominum salute, Para a maior glória de Deus e a salvaçao dos homens. Neste lema que devemos guiar nosso trabalho pastoral, leigos ou clérigos, tomemos um só caminho.
